Auto Sabotagem Parte 1

Auto Sabotagem, é uma palavra sim do senso comum, que no fundo agrega e unifica uma série de processos os diferentes muitos tipos de auto-sabotagem. Muitas maneiras de se interpretar dessa forma.  Em um caso clássico que o Freud descreveu em tipos de caráter elucidados pela pesquisa psicanalítica, é que aqueles que fracassam quando triunfam. Aqueles que ora que chegam num determinado objetivo, que custou muito que deu muito sacrifício, que lutaram muito pra conseguir por exemplo um cargo muito alto em uma empresa e olha que o sujeito chega lá ele começa a fazer coisas  que não fazia quando estava em baixo e ele começa a se sabotar e às vezes acaba perdendo então aquela posição.

Então Freud  interpreta que isso isso satisfaz o desejo de punição isso tem que ver com a maneira com essa pessoa lida com a culpa e com a relação entre a culpa e o desejo e freqüentemente como isso tem que ver com o ultrapassar alguém com quem a gente está medido forças e em último caso o pai ou uma figura parental, com quem você enfim edipianamente está lutando que portanto a hora que você vence, você dá um jeito de entregar ou de anular essa vitória de forma a manter assim o pai no seu lugar manter aquela figura de autoridade lá e manter se também um lugar filho onde você está mais protegido onde você inclusive se acostumou viver.

Muitas auto sabotagem são citadas quando a gente tem que passar da condição de filho para a condição de mãe na condição de pai, quando a gente muda de posição ou muda de lugar. Mas há outros motivos pra a gente olhar sem sentir que há uma auto sabotagem, que por exemplo a nos levariam assim a ideia de que é muito difícil e eventualmente angustiante cumprir um desejo. O desejo diz Lacan, ele tem que ver com a falta ele tem que ver com o que a gente não tem, tem a ver com o que eu que completaria um certo sentido um certo conjunto, portanto a falta tem essa função organizativa para a gente.Enquanto eu não cheguei lá ainda não sei para onde eu vou, quando eu vou me aproximando desse lugar como essa via, assim e depois disso o que vai acontecer? Será que o sentido vai se esvaziar? Será que eu não vou mais saber pra onde o vou?  Isso faz com que exista uma repelência em relação à aproximação daquilo que seria se um objeto do desejo ou do objeto que eu ponho para suturar para recobrir a falta que deveria estar permanente deslocamento.